Saturday, January 24, 2009

Coração


Meu coração sabe sentir
mas não me ensina
a descrever os sentimentos.
Penso, procuro palavras
e grito....
Ele se assusta
vibra, fibrila e diz que
palavras são falhas,
são poucas, são dúbias.
Ele bate;
Eu choro.
Então entendo que o
melhor da vida é
o que não descrevo.

Tuesday, December 23, 2008

o pequeno principe audio livro

é uma honrra publicar este livro aqui linda historia
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Wednesday, August 13, 2008

A MENINA E O PASSARO ENCANTADO




Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais:
Era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes.
Mudavam de cor.
Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.E de novo começavam as estórias."
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia.
E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
"- Tenho que ir", ele dizia.
"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".
"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.
"-- Eu também vou chorar.
Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade.
É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudades.
Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu.
A menina sozinha, chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria.
E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse.
E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...".
Sem a saudade, o amor irá embora...
A menina não acreditou.
Pensou que ele acabaria por se acostumar.
Mas isto não aconteceu.
O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste.
E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu.
Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais agüentou.
Abriu a porta da gaiola."- Pode ir, pássaro, volte quando quiser..."."- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir.
É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente.
Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita.
E você se enfeitará para me esperar...
E partiu.
Voou que voou para lugares distantes.
A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos..."- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando.
De algum lugar ele haveria de voltar.AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.- Quem sabe ele voltará amanhã....
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

A VOLTA DO PASSARO ENCANTADO



Um dia ele voltou. Mas estava diferente.
Triste .
-- Você mudou – disse a Menina!
-- Eu sei, ele respondeu. – Perdi a alegria.
Não mais tenho vontade de voar!

-- Como foi que isto aconteceu? – perguntou a Menina.
-- Estou velho. Não sou como era...—ele respondeu.
-- Quem lhe contou isto?
-- O espelho...
Com estas palavras, o Pássaro tirou de dentro de suas penas um espelho de ouro e começou a contemplar o seu rosto.
-- Não me lembro desse espelho – disse a Menina.
-- Foi presente de alguém! Deixado à minha porta –explicou o Pássaro.
“Como seu Pássaro mudara!”, a Menina pensou.
Ela nunca o havia visto se olhando num espelho.
Seus olhos estavam sempre cheios de mundos, de montanhas e campos nevados, florestas e mares... Tão cheios de mundos, que não havia neles lugar para sua própria imagem. Mas agora era como se os mundos não mais existissem.
Os olhos do Pássaro estavam cheios do seu próprio reflexo.
A Menina percebeu que seu Pássaro fora enfeitiçado.
Com certeza alguém com inveja, como a madrasta da Branca de Neve.
E que instrumento mais terrível para o feitiço que um espelho?
Mais terrível que as gaiolas. De dentro da gaiola todos querem sair, mas dentro dos espelhos todos querem ficar.

A Menina entristeceu...
E jurou que tudo faria para quebrar qualquer feitiço.
Mas de feitiços ela nada entendia.
Procurou então os conselhos de um velho mago, que lhe revelou os segredos de todos os bruxedos.

-- Uma pessoa fica enfeitiçada quando se torna incapaz de amar.
E, para isso, não existe nada mais forte que um espelho.
O espelho faz com que as pessoas só vejam a si mesmas.
E quem vê somente o próprio reflexo não consegue amar.
Adoece e morre. Narciso morreu assim, enfeitiçado por sua própria beleza, refletida na água da fonte. E foi a beleza da madrasta da Branca, refletida no espelho, que a transformou de mulher linda em bruxa horrenda!
Contra o feitiço do espelho existe só um remédio: é preciso redescobrir o amor, ficar de novo apaixonado. Somente o amor tem poder suficiente para arrancar as pessoas de dentro da armadilha do espelho. Mas não há receitas... Somente quem ama a pessoa enfeitiçada pode salvá-la...
A Menina pensou que, talvez, as coisas que o Pássaro sempre amara, no passado, teriam o poder para fazê-lo amar agora, no presente.
E se lembrou da alegria que ele tinha nas frutas do pomar.
Trouxe-lhe então as mais queridas: caquis, pitangas, mangas, romãs, jabuticabas, mexericas, aquelas que guardavam as memórias de infância escondida em sua carne.
Mas o Pássaro se recusou a comer.
Não tinha fome de frutas. Sua boca estava adormecida,
como se não existisse...
Só tinha olhos,
olhos que fitavam o espelho em busca da beleza perdida, ausente...



A Menina não se deu por vencida.
Resolveu tentar a sedução dos perfumes.
Os perfumes são sutis: penetram fundo, nas profundezas da alma.
Lembrou-se de que o Pássaro amava o cheiro bom das plantas.
Foi então ao jardim e ali colheu flores de jasmim, magnólia, madressilva, flor-do-imperador e as folhas de hortelã, manjericão, rosmaninho e alecrim... “Ah!”, ela pensava, “não existe bruxedo que resista aos perfumes, pois eles entram na alma, aonde nem mesmo os pensamentos e os olhares enfeitiçantes conseguem chegar...”

Mas o Pássaro também se tornara incapaz de sentir os perfumes. Ele era só olhos, em busca de uma imagem perdida...
-- Minha tristeza mora num lugar mais fundo que o lugar dos perfumes, ele explicou à Menina.
-- Tenho saudades de mim mesmo, daquilo que já fui. Procuro, no espelho, um rosto passado, um tempo perdido... E a tristeza é por isso, porque sei que não é possível reencontrar!
A Menina pensou, então, que a ciência poderia ajudar. Procurou médicos de perto e de longe e voltou para casa carregada de pílulas e injeções cheias de alegria. Mas os milagres eram curtos e a alegria se ia tão depressa quanto chegara.
-- Minha doença não é do corpo – disse o Pássaro – Ela mora na alma. Se eu não vôo, não é porque minhas asas ficaram fracas. Elas ficaram fracas porque não desejo mais voar. E quando o desejo se vai, vai-se também a alegria... E então o corpo envelhece!
A Menina, chorando, lhe perguntou:
-- Mas não existe remédio para a tristeza?
-- Sei que existe – disse o Pássaro. - Mas num lugar muito longe (ou será muito perto?), que não sei onde é. Mas para chegar até lá, há de se saber voar. Você já voou? – o Pássaro perguntou à Menina.
-- Voar, eu? Sou uma menina, não tenho asas...
-- Mas você já tem asas – ele afirmou. – E nem sequer percebeu... É que as asas das meninas, diferente das asas dos pássaros e das borboletas, não são vistas com os olhos. São invisíveis... Só podem ser vistas com os olhos da imaginação!
A Menina nunca havia pensado nisto, que um dia ela teria asas. Parecia tão absurdo! E, de repente, se lembrou... Um presente muitos anos atrás, que seu Pássaro lhe trouxera de uma de suas viagens: um pôster colorido, uma menina, com asas de borboleta, que leve voava sobre a superfície de um lago. E ela lhe perguntara, espantada:
-- Uma menina com asas?
E o Pássaro respondera:
-- Mas você nunca percebeu as asinhas que já começam a crescer em suas costas?
E os dois riram de felicidade.
Pois é: chegara o momento em que teria que começar a voar.
-- A quem devo procurar? – ela perguntou.
-- Procure aqueles que sabem voar: os poetas. Eles têm asas mágicas, feitas com palavras e se chamam poemas !...
E a Menina partiu em busca do remédio que faz retornar a alegria à alma, a fim de dar leveza ao corpo...
Encontrou um poeta e fez seu pedido. O poeta a olhou com um olhar de bondade e lhe disse:

-- Não posso atender seu pedido. Também eu estou procurando. Sabe por que sou poeta? Porque sinto em tudo só uma pitada de alegria. Mas ela se vai tão depressa, misturada à tristeza. Passa depressa como o Vento... Até um poeta já disse:

Leve, muito leve,
Um Vento passa ,
E vai-se sempre muito leve!...
Assim é a alegria....

Nós a cantamos, quando ela aparece. Bem que gostaríamos de sermos mágicos para chamá-la e distribuí-las pelo mundo... Mas não podemos ajudá-la! Quem sabe os monges... Eles têm asas de luz... Consta que descobriram o segredo da alegria!...
A Menina amou o poeta e até quis ficar com ele mais tempo. Mas lembrou-se de seu Pássaro... E continuou. Voou alto, muito alto, para o cume de uma montanha deserta e nevada, onde monges se dedicavam à busca de Deus.
-- Si, Menina, Deus é a suprema alegria. Por vezes a sentimos. Mas passa rápido, muito rápido. Como o sol que se pões. E nada há que possa detê-la. Passa rápido como a beleza do crepúsculo. Sabe porque fizemos o nosso mosteiro tão alto? Para que a alegria do pôr-do-sol demore um pouco mais. Queremos a beleza da luz que se vai, onde mora Deus, onde mora a alegria. Venha comigo!...
E tomando a menina pela mão levou-a até um templo, lugar sagrado... E a luz do crepúsculo filtrava-se pelos vitrais de muitas cores...
-- Veja como entra pelos vitrais. Como é suave esta alegria. Mas logo se vai e a noite chega. Com a noite vem a tristeza e o medo... Felizmente, com o nascer do sol, ela volta. O choro dura uma noite toda, mas a alegria vem pela manhã... Vivemos assim, entre a tristeza que vem e a alegria que foge... Não, Menina, não conseguimos prender a alegria. Só conseguimos aprender a cantar quando ela vem... Quem sabe os revolucionários, que desejam construir o paraíso sobre a terra. Eles têm asas de fogo!...
A Menina amou aqueles homens e achou lindo o que estavam fazendo, celebrando a luz que vem e que vai... Quis ficar. Mas havia um Pássaro triste, lá embaixo, que esperava por ela. Abriu suas asas e se foi, em busca dos revolucionários. Encontrou-os nas montanhas. Moravam nas alturas, não porque quisessem subir para as estrelas como os monges, mas porque queriam descer para os vales. Amavam a terra e por ela dariam suas vidas.
-- Como gostaria de ter a resposta para sua pergunta, Menina – disse um deles, de rosto enigmático, estranha combinação de dureza e ternura. – Sei o que tira a alegria. Os corpos famintos, perseguidos, sofridos, dos pobres e fracos – ah!, como é difícil que se alegrem! A fome, a dor, a doença, as injustiças são todas inimigas da alegria. E para ela queremos preparar o caminho: quebrar as espadas, queimar as botas, abrir as prisões, distribuir as terras, perdoar as dívidas... Isto nós sabemos fazer. Mas alegria é coisa mágica que vem de dentro, não de fora. O que fazemos é preparar a terra para que ela possa vir das funduras de onde mora. Ela mora no lugar dos sonhos, aonde os nossos não podem ir! Para ter alegria é preciso sonhar. Mas este segredo nós não sabemos. Talves os intérpretes de sonhos... Eles têm asas de luar!...
A Menina amou o rosto duro e terno daquele homem, admirou sua coragem, mas sentiu uma discreta tristeza em sua fala. Também ele não havia encontrado a alegria. Abriu suas asas... Já estava ficando cansada. E partiu em busca dos intérpretes dos sonhos.
Sonhos: como são estranhos... Aparecem à noite, quando dormimos. Vêm de muito fundo, lá onde moram nossos desejos adormecidos. Eles são entidades tímidas. Só aparecem com o brilho do luar...
-- Ah! Menina, você nos pergunta sobre o segredo da alegria. Sabemos que é nos sonhos que ela se realiza, como quando se espera a volta da pessoa amada. Antes é a saudade, o vazio. Depois o abraço. Alegria é isso: poder abraçar o que se ama. Mas é preciso primeiro saber, primeiro, o nome do que se ama. E é este nome que aparece, disfarçado, nos sonhos. Conte-nos os sonhos do seu Pássaro!
Mas o Pássaro havia parado de sonhar.
-- Então não podemos ajudá-la. Mas sabemos que os que sonham são os apaixonados. Eles têm asas feitas de saudade. Quem sabe eles lhe dirão o segredo!...
E a Menina partiu, triste. Já estava cansada, longe, muito longe de seu amado Pássaro... E pensou se não seria melhor estar com ele, em sua tristeza. E dentro dela a saudade foi crescendo, doendo, um desejo enorme de voltar...

Muito longe dali, o Pássaro se olhava no espelho e chorava os sinais do tempo gravados no seu rosto e a única coisa que via era sua própria imagem. De repente, entretanto, algo passou bem no fundo da sua alma, Como se fosse um Vento leve, bem leve; ou um raio de sol crepuscular; uma pequena chama de fogueira no frio das montanhas; um sonho bonito, em meio à noite... E ele se lembrou da Menina. Onde estaria ela? Deixou sobre a mesa o espelho e saiu “em busca das marcas da sua Ausência”, no perfume das flores, no gosto dos frutos, no quarto vazio... Havia, por todos os lugares, a presença da sua Ausência. E naquele corpo, por tanto tempo morto dentro do espelho, o Desejo cresceu, o rosto sorriu, as asas se abriram e o que era pesado voou...
Ressuscitou...
E cada um deles partiu, ignorando o que o outro fazia, em busca do reencontro...
O feitiço fora quebrado.
Estavam apaixonados.
Voavam leves, ao Vento, com as asas da saudade...
E ambos traziam, no brilho dos olhos, os sinais da juventude eterna que os anos não conseguem apagar... Porque os que estão apaixonados, não envelhecem jamais...

Sunday, July 13, 2008

pedaços


Pedaços

Um pedaço de mim reclama tempo para viver,

outro assume a responsabilidade e quer apenas trabalhar.

Um pedaço de mim quer viver um grande amor,

e entrega-se sem medidas,o outro tem medo,

já sofreu decepções e por ele, nunca mais me apaixonaria.

Um pedaço de mim é brincalhão e vive rindo,

outro é triste, tem momentos de puro isolamento,

Um pedaço de mim quer vencer, é pura euforia,

Outro quer apenas viver, deixar a vida me levar...

Um pedaço de mim sofre com a dor dos outros,

outro quer que eu cuide apenas das minhas dores,

que não são poucas,

já que vivo em conflito,entre o que eu sou e o que eu gostaria de ser,

entre o que tenho e aquilo que gostaria de ter,

e, se um pedaço de mim sente-se satisfeito,

o outro grita por novidades,

por consumo,por gente, por beijos e amores inconstantes.

Nesse turbilhão,

acordo todos os dias,tentando unir esses dois lados que coexistem em mim,

e que por mais diferentes que sejam,

ainda assim, só querem mesmo, o melhor para mim.

Hoje eu junto o ser e o querer,

o que fui e o que desejo ser,

para cumprimentar a vida,

abraçar meus sonhos e pedir passagem

simplesmente para ser feliz.


poema


Como um pé de flor,

Minha alma renasce,

Sou movido pelo amor,

Que em mim floresce...


Pela fé que me toma,

Do amor que dentro,

De mim só soma,

Intenso e pueril...


Vou seguindo pela vida,

Sendo amigo e gentil.

Ora triste,

ora feliz...

Mas sempre em paz!

Por essa paz que me invade,

Nas horas mais difíceis,

Trazendo-me felicidades,

Onde dores eram visíveis...

Vou seguindo pela vida,

Sendo amigo e gentil,

Ora indeciso,

ora preciso...Mas sempre em paz!


Monday, June 16, 2008

viver, é um espetaculo

Viver é um espetáculo imperdível...
Você pode ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes,
mas não se esqueça de que sua vida
é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência.

Lembre-se sempre de que ser feliz
não é ter um céu sem tempestades,
caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas,
relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão,
esperança nas batalhas, segurança no palco do medo,
amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso,
mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso,
mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos,
mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida,
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise
.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino,
mas uma conquista de quem sabe viajar
para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.
É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos
poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre,
alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".

Faça da sua vida um canteiro de oportunidades.
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, comece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado
pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita,
mas é usar as lágrimas para irrigar a tolerância,
usar as perdas para refinar a paciência,
usar as falhas para esculpir a serenidade,
usar a dor para lapidar o prazer,
usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz,
pois a vida é um espetáculo imperdível...
autor: Augusto Cury

Barco Vazio.


No mar de meus pensamentos,

penso no vazio da escuridão

e rompo a barreira de sentimentos

perdidos, sem voz.


Sua palidez me alucina,

arrepiando meu corpo,

já cansado

e lutando entre a lucidez e

a loucura, me vejo completamente só.


Cubro meu rosto com as vestes,

queme veste, já rasgadas pelo tempo sombrio

e demarcando um território gelado

me encontro triste, sem vontade de viver.


Tento a todo momento ultrapassar

esta barreira invisível e pular no espaço,

lindo, leve e solto. Mas... me falta você.


Wednesday, June 11, 2008

sonhos


..." Sem sonhos,as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas, os fracassos se transformam em golpes fatais.Mas, se tivermos grandes sonhos... seus erros produzirão oportunidades, seus medos produzirão coragem..."" Os sonhos trazem saúde para a emoção,equipam o frágil para ser autor da sua história,renovam as forças do ansioso,animam os deprimidos,transformam os inseguros em seres humanos de raro valor.Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.."
autor: Augusto Cury

Friday, May 30, 2008

A cor da Lagrima


Por quê a lágrima não tem cor?
Enquanto chorava, me pus a pensar.
Se fosse vermelha como sangue,
As minhas vestes poderiam manchar.
Se a lágrima fosse amarela,
A cor da alegria,
Expressar tristeza
Jamais poderia
Se fosse azul,
A cor da serenidade,
Eu não choraria jamais.
Seria só tranqüilidade.
Se fosse branca,
Como pétalas de rosas,
Não seriam lágrimas...
Mas pérolas preciosas.
Ainda mais uma vez
Fiquei me questionando...
Por quê a lágrima não tem cor?
Se ela fosse preta
Só expressaria o horror?
Por quê será que a lágrima não tem cor?
A lágrima não tem cor...
Porque nem sempre exprime dor.
E se ela fosse roxa, como poderia
Expressar a alegria?
As lágrimas não têm cor
Porque são expressões da alma
Quando o espírito está chorando
O coração diz: tenha calma!
Se a lágrima tivesse cor
Deveria ter a cor do amor
Ou mesmo a cor da paixão
Que as vezes invade o coração.
Ou talvez a cor da tristeza
Que abala a alma e tira a calma
Mas faz em meu ser uma limpeza.
Se a lágrima tivesse cor
Poderia ser vermelha como o sangue.

A lágrima não tem cor.
Porque ela nos aproxima do nosso Criador.
Se a lágrima tivesse cor
Eu só iria chorar de alegria.
Mas, e a lágrima da saudade?
De que cor ela seria?
E a lágrima da decepção,
De que cor seria então?
Se a lágrima tivesse cor
Deveria ter a cor de um brilhante
Como a lágrima é preciosa
Deus deu-lhe a cor do diamante.